A Evolução de uma idéia

Há uma corrente que circulava na internet sobre um conto de um cego que pedia esmola e um publicitário foi lá , escreveu algo e, melhorou a vida do sujeito, fazendo que com, com a maravilhosa redação, as pessoas que passavam por tal coitado se sentissem tocadas e motivadas a ajudá-lo.

Pois bem, isso virou realidade em Portugal e, de uma idéia simples, nasceu uma ação pontual pra lá de significativa (na vida do personagem, na da agência e, pq não, futuramente da sua empresa?)

4 Comments »

  1. João said

    E os limites da publicidade e propaganda? e do marketing?

    Isso é apelativo e de mau gosto (na minha opinião), “aunque” super bem produzido, com metais de fundo e tudo…

    E depois das duas horas, deixaram seu Félix lá de volta, com 40 euros a mais, usaram sua imagem (uma das poucas coisas que ainda lhe restava) e veicularam para o mundo através do YouTubes, para promover quem? quem??

    A APPM.

    Em tempo: O video tem “míseras” 9854 visualizações no YouTube até agora.

  2. Prezado João,

    Concordo, em termos, com seu depoimento e vejo exatamente, em sua preocupação, a força da propaganda.
    Se há a força para mudar o pensamento, mesmo que por duas horas, de pessoas para auxiliar uma outra, uma idéia, um posicionamento (positivo, claro) por que pensar apenas no mesmo ou, principalmente, renegar tal ato?
    Se a “força” existe, há a necessidade apenas de focar no lado negro da mesma?
    Este post não foi intencionalmente colocado para glorificar o efeito na vida do pobre mendigo, mas foi pensado que há sim a possibilidade de utilizar ferramentas já conhecidas a fazer a diferença, seja ela na vida de empresas, pessoas, animais, idéias, enfim. Basta abrir a cabeça e estar preparado.
    Longe de uma ação para alavancar verbas para uma única fonte explorando outra, a intenção não é e nem deve ser ganhar em cima de ninguém, concorda?
    Mas, como falei acima, concordo contigo na questão da exploração. E se olharmos por este lado, há exploração por todos os cantos e nenhuma delas se justifica senão tiver como essência real a melhora das condições de quem quer que seja. Tudo é troca: dinheiro, energia, experiências, relacionamento.
    O que estamos fazendo por aqui, por exemplo, é uma troca, não é?
    Sou completamente favorável que empresas socialmente responsáveis apareçam, desde que sejam realmente socialmente responsáveis em sua essência, que pratiquem muito além de só propagar. Isso, não apenas trará ganhos para a empresa como, se bem feito, bem executado e verdadeiro, pode realmente fazer a diferença.
    Num momento como esse, mesmo que com 40 Euros a mais, talvez fosse o suficiente para que o Sr. Félix se alimentasse naquele dia. O ruim é simplesmente virar a cara e disperdiçar a força que você tem pra tentar (isso mesmo, tentar) mudar. E quem sabe você também não ganhe com isso, né? Pode ser 9854 visualizações, um bronze em Cannes, mais clientes, respeito, seguidores fazendo o mesmo por aí ou apenas uma noite agradável de sono.

    Talvez pensemos no mesmo objetivo e se eu, com o pouco que sei, puder realizar algum ato pensando no melhor, certamente farei e quem quiser minha ajuda, pode contar!

    E obrigado por dividir sua opinião aqui, meu caro. Serviu, inclusive para posicionar da forma correta (espero).

    Abraço,

    Alex Lima

  3. João said

    Grande Alex,

    Não pense você que eu sou um “bicho-grilo-anti-capitalista-paternalista-ocidental”; sou, se for para rotular, um yeppie, tenho até iPod!😀

    É que achei o filme deveras de mau gosto mesmo. Torci para aquele mendigo ser um ator na verdade! 40 mangos não pagam nem a tinta usada para pintar o primeiro homo-erectus do “outdoor”, fora o lixo produzido pela campanha…

    Agora, a idéia (opss agora é ideia) é boa, a “lenda urbana” do publicitário que cria uma “catch phrase” para o mendigo é ótima. Apenas a execução da APPM que achei de gosto duvido/apelator.

    Obrigado pelo e-mail e pelo ágil feedback, also known as, retorno. E vamos trocar!

    Venho lendo o blógulo a algumas semanas já… Parabéns.

  4. Valeu meu amigo!
    Entendi o seu ponto de vista e, nele, me encontro contigo.
    Sempre quando puder, comente aqui. Afinal, é exatamente pra isso que serve esta ferramenta, né? Botar a cara, trocar e crescer!
    Novamente, obrigado por isso!

    Em mim o filme representou a possibilidade de ajuda, em outra pessoa pode ser vista a promoção, em outros o resultado. Qual deles está certo? Nenhum, todos, vai saber🙂 Talvez o objetivo possa ser exatamente esse (na verdade, duvido que seja): gerar repercussão e, talvez, iniciativas desta.

    Só pra dizer mais uma coisa: há de existir algo além da lenda urbana.
    Há de existir algo além do simples lucro. Acredito realmente nisso. Lucro, neste caso, podem ser tantas outras coisas além do resultado financeiro para alguém.

    Quando tiver essa possibilidade, conto contigo?😉

    Abração!

    Alex Lima

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