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Curso de Branding

Galera,

Trabalhamos com propaganda mas não somos de ficar fazendo propaganda dessa forma mas, pelo menos, vale a pena.

Haverá o primeiro curso de pós-graduação em Branding: Gestão Estratégica de Marcas, oferecido pela Unisul.

Caso tenha interesse no assunto, é uma bela dica (até pq o Alex Lima será um dos professores).

Mais informações, clique aqui.

Abraço e vamos evoluir.

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A matriz de Roberts e o futuro das marcas

12 de dezembro de 2009, 21:04

Amor… esse será o diferencial no futuro para as marcas, segundo K. Roberts, atual CEO da Saatchi & Saatchi. As grandes marcas e seus valores estão se tornando commodities.

Por Carlos André Braga

Branding, Brand Equity, Brand Experience, etc. Nomes que representam as ferramentas mais utilizadas para a gestão e mensuração das marcas e seus valores nos tempos de hoje, disciplinas que envolvem áreas da administração, marketing, comunicação e design.

As marcas são mensuradas por valores tangíveis e intangíveis, os quais as transformam no maior patrimônio de uma empresa. O branding, ou gestão de marca, é a disciplina que administra o posicionamento de uma marca no mercado, um trabalho extremamente complexo que engloba todos os departamentos de uma empresa, o mercado em que atua e, principalmente, o consumidor.

lovemark.jpgAté então o respeito, o reconhecimento e o valor financeiro de uma marca a torna a mais importante do mercado, mas Kevin Roberts, atual CEO da Saatchi & Saatchi decidiu olhar logo ali na frente, citando indiretamente que as grandes marcas e seus valores estão se tornando commodities.

Em um mercado em transição, onde o consumidor e a sociedade estão em uma constante evolução e cada vez mais ativos à informação, como uma marca pode se diferenciar no meio das gigantes que dominam esse mundo?

Segundo Roberts, todas as estratégias, táticas e operações podem ser resumidas em uma única palavra, amor. Amor? Sim, amor! Roberts afirma que o amor é o próximo passo das grandes marcas mundiais, e com isso passarão de respeitadas e ou desejadas para amadas.

O amor, a paixão, o verdadeiro apego, esses são os valores que farão a diferença no mundo das marcas, indo muito além do cognitivo, exercendo uma relação quase humana, na qual a marca terá o papel de conquistar o consumidor todos os dias de maneira não invasiva.

Amor, um nome que, por sua natureza, é simples, mas extremamente difícil de administrar, como qualquer outro tipo de relação que possa se tornar duradoura. Para se conseguir respeito é preciso estar disposto a enfrentar desafios, se submeter aos diversos pilares criados em uma relação e, antes de tudo, respeitar.

E o amor, como fazer com que alguém te ame, ou melhor, ame uma marca? Uma tarefa mais difícil ainda, mas não impossível, parece. Segundo Roberts, é preciso ir além dos números, estatísticas, pesquisas e outras ferramentas presentes no marketing, pois o amor atua juntamente com os princípios básicos da comunicação e percepção do homem, como visão, olfato, paladar, audição, entre outros que agem diretamente em diferentes partes do cérebro.

O cheiro de um bolinho de chuva, de um café, ou algo que remeta nosso bom gosto ou que nos leve ao passado através do subconsciente pode auxiliar no chamado “amor”, sem falar no conforto de uma poltrona, no bem estar causado por uma boa música, entre outros sentimentos e sensações que não são tangíveis.

O ser humano não precisa amar a perfeição, ou a melhor coisa, vislumbrando somente as vantagens e qualidades que desfrutará, pois isso não é amar e sim se interessar.

Google, Harley & Davidson e Fender são exemplos básicos, pois seus concorrentes oferecem enormes e variadas vantagens no quesito bem de consumo, ou produto, mas isso não importa, o Google é o Google, não um site de buscas, Harley é Harley, uma maneira de viver e não uma moto. E por que não ter a mesma guitarra que os maiores ícones do Blues e do Rock n’ Roll? Pois é, Fender é Fender.

A história, juntamente com ações do presente e planos para o futuro, define a construção de uma marca, com o ato de marcar um nicho ou até mesmo uma nação, agregando imensos valores e conseguindo o verdadeiro respeito das pessoas.

Mataram a charada até a presente data, e agora veremos como o mundo se comportará. Será que o verdadeiro amor se constrói? Será que ele realmente existe? Será que é duradouro ou possui um ciclo de vida? É melhor deixar essa resposta para Kevin Roberts, daqui alguns anos.  [Webinsider]

Fonte 1: galera da Blueticket nos enviou. Valeu!!

Fonte 2: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/12/12/a-matriz-de-roberts-e-o-futuro-das-marcas/

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Cursos gratuitos na FGV

fgv

Se de graça vale até injeção na testa, o que você acha disso aqui?

A FGV está com uma iniciativa que, a primeiro momento, parecer ser muito interessante. A primeiro momento, pois ainda não fiz nenhum destes cursos gratuitos oferecidos ( já fiz um de branding online e recomendo desta mesma instituição. É interessante e vale o investimento) e não posso atestar em definitivo. Mas, aparentemente, devem ser bons (e servem como uma ótima estratégia de captação de alunos e vencer uma barreira contra a educação não presencial).

A dica veio pelo nosso amigo e jornalista da Dialetto, Rodrigo @lossio , que, sempre antenado, diz que também participará de algumas aulas.

Falando em aulas, estão disponibilizando cursos de:

Tópicos temáticos introdutórios na área de Gestão Empresarial – carga horária de 5h

Balanced Scorecard (novo!)

Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário (novo!)

Consultoria em Investimentos Financeiros – Intermediação Financeira (novo!)

Direito do Trabalho – Contratação do Trabalhador (novo!)

Fundamentos da Gestão de Custos (novo!)

Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações (novo!)

Processo de Comunicação e Comunicação Institucional (novo!)

Estratégia de Empresas – Introdução à Administração Estratégica

Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – História da Questão Ambiental

Gestão de Marketing – Produto, Marca, Novos Produtos e Serviços

Gestão da Tecnologia da Informação – TI nas Organizações: Estratégia e Conceitos

Técnicas de Gerência de Projetos – Gerenciamento do Escopo do Projeto

Tópicos temáticos introdutórios na área de Metodologia – carga horária de 5h

Metodologia de Pesquisa – Conhecimento, saber e ciência

Metodologia do Ensino Superior – Universidade e Sociedade

Cursos em áreas de conhecimento diversas – carga horária de 15h

Ciência e Tecnologia

Diversidade na Organização

Ética Empresarial

Recursos Humanos

Cursos para professores do Ensino Médio – carga horária de 30h

Filosofia

Sociologia

 

É isso. De graça e da FGV, acho que é uma boa dica pra evoluir mais um pouco, não? Mexa-se!

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Marcas pedem socorro

estetoscopio[2]

Mudanças constantes na comunicação de marcas as deixam sem identidade com consumidores

Um dos traços mais marcantes de uma marca é a comunicação dela. Os comerciais de TV, um anúncio numa revista, na internet e um outdoor continuam sendo grandes responsáveis por formar a identidade de uma marca no Brasil para a grande massa. A comunicação é a face mais tangível das marcas quando não se está experimentando um produto ou serviço. Agora, imagine a cena abaixo, descrita no “Branding 101, o Guia de Gestão de Marcas de Produto”, escrito por Fernando Jucá e Ricardo Jucá e publicado com exclusividade no Mundo do Marketing. 

“É difícil se relacionar com uma pessoa que muda constantemente, não é verdade? Com as marcas é a mesma coisa, traços de personalidade bem definidos ajudam a trazer coerência às ações da marca e dão mais credibilidade a sua promessa central”. Mas é isso que está acontecendo com uma centena de grandes, médias e pequenas. Elas mudam a comunicação a cada hora e o consumidor simplesmente perde a identidade. 

Não faltam exemplos disso. Às vezes, dentro de uma própria gestão. Não raro, uma campanha de varejo é totalmente diferente de uma institucional. O grande problema é que muda o Diretor de Marketing, muda a agência de publicidade, muda o ano e a marca muda. Ricardo Guimarães, da Thymus Branding, comentou sobre este fenômeno recentemente e foi direto em minha inquietação. 

“Primeiro é preciso entender que a marca não é da empresa, é do mercado, é uma estrutura aberta e interage com todo o público que está dentro dela. Todo mundo pode criar e melhorar a marca, mas não pode ter um gerente e um diretor que é dono da marca. Marca é uma estrutura aberta”, enfatiza. 

Problema é originário na falta de essência
O grande gap entre as mudanças está justamente na comunicação. “Não pode definir a sua identidade pela estética. Tem que ser reconhecido pelo significado e pela experiência da marca. Quando você olha para uma roupa Chanel, você vê que é Chanel, não precisa ver a etiqueta”, comenta. 

Estamos falando de consistência de marca. Algo que está passando longe do dia-a-dia dos gestores ultimamente. Por isso, Fernando Jucá e Ricardo Jucá dedicaram atenção especial a este tema ao escrever “Independente de onde ela vai acontecer, a comunicação precisa sempre traduzir a proposta de valor da marca e ser facilmente reconhecível pelos seus consumidores. O fundamental é que as diferentes ações de comunicação se somem e se completem na cabeça do consumidor para a construção de brand equity”.

Ao falarmos de identidade, atingimos outra questão que Ricardo Guimarães comentou em nossa conversa: a essência. Se você acompanha este editorial, vai lembrar que nas duas últimas edições enfatizamos este assunto e, agora, ao ver mais um problema, de falta de consistência na comunicação das marcas, esbarramos mais uma vez na essência da marca. É o DNA. E se o DNA está com problemas, tem que mudar tudo.

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

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Falência x Sucesso de pequenas empresas

Mês de falências para pequenas empresas

O mês de setembro foi o mês com o maior número de falências em 2009. Principal causa da falência de pequenas empresas é a falta de planejamento e experiência de gestão.

Os especialistas identificam como principal causa da falência de pequenas empresas a falta de planejamento e experiência de gestão.

Joice admite que o primeiro negócio, um café, que abriu foi um fracasso. “Não foi feito pesquisa de mercado, nós não olhamos o local que estava sendo aberto esse café, ou seja, o bairro, se condizia aquilo. Em resumo eu montei um negócio pra mim”, diz ela.

Com a loja de bonecas, aberta há dez anos, foi diferente. Negras, asiáticas, cadeirantes, elas são produtos inspirados na infância e na capacitação de Joyce.

“O negócio é pesquisar, inovar, ter um foco certo, ter um direcionamento de o que e como fazer o seu negócio se ampliar também você ouvir, ousar também bastante, estar sempre estudando, isso é um dos fatores principais”, diz ela.

Disposição para trabalhar e algum dinheiro para investir em produtos e num cenário caprichado. Só depois que a loja fica pronta é que muitos micro e pequenos empresários descobrem que não conheciam bem o mercado em que iriam atuar. Resolveram se arriscar sem saber que só uma boa idéia não garante o sucesso do negócio.

No mês passado, as falências bateram o recorde do ano e 96,6% delas eram de pequenos negócios. É um percentual alto, ainda mais quando se olha a importância desse segmento na economia. As micro e pequenas empresas empregam quase 60% dos trabalhadores brasileiros.

Apesar do avanço nos últimos anos, a proporção de empresas que fecham as portas ainda é muito alta. De acordo com dados do Sebrae São Paulo, quase 30% delas quebram no primeiro ano de atividades.

Um consultor afirma que não há mais espaço para o empreendedor que não se planeja. “Ele precisa ter um plano de negócio, ele precisa se preparar, ele precisa conhecer o mercado, ele precisa conhecer o seu produto, ele precisa saber quem vai ser o seu cliente, todas as ferramentas de gestão e de comportamento que hoje o mercado exige que esse empreendedor detenha”, diz Ricardo Tortorella, superintendente do SEBRAE/SP.

Camila, com sua loja de roupas, já passou pelo vestibular do primeiro ano. “Nós superamos o ano mais difícil, então, a gente ir bem longe”, diz ela.

Fonte: http://www.globo.com/jornaldaglobo

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10 verdades sobre construção de marcas

Este é um texto do Ricardo Jordão Magalhães, a BizRevolution (QUEBRA TUDO!!!)e, como sempre, nos faz pensar e sair do quadradinho.  Mas é isso aí, deste quadradinho podemos dizer que nunca nem entramos. Não neste!

Leia, vai ser bom pra você, pra sua empresa, pra sua marca.

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“Como documentar a vida real se a vida real está ficando cada vez mais parecida com a ficção?”

Querida(o) Amiga(o),

Houve um tempo em que os marketeiros e publicitários adicionavam atributos e valores a um determinado produto que não tinha nada demais e a malandragem funcionava.

Houve um tempo em que todo mundo assistia ao mesmo programa de televisão, escutava o mesmo programa de rádio ou lia a mesma revista.

Houve um tempo em que as empresas diziam aos consumidores o que eles tinham que pensar, acreditar, vestir, comer, aprender e usar.

Houve um tempo em que esses consumidores sentavam na frente da televisão e a única coisa que faziam era assistir televisão.

Houve um tempo em que 80% dos moradores de um mesmo condomínio compartilhavam as mesmas opiniões e mesmos pontos de vista sobre as mesmas coisas.

Houve um tempo em que a consumidiora comprava o sabonete Lux Luxo porque nove em cada dez atrizes de Hollywood usavam Lux Luxo. Hoje, as novas consumidoras querem comprar justamente aquele sabonete que é usado pela única atriz de Hollywood que não usa Lux Luxo.

Houve um tempo em que bastava martelar um único lixo publicitário várias vezes no cabeça de um grupo de zumbis por duas ou três semanas seguidas para virar o rei da cocada preta.

Esses tempos já eram.

Pelo menos para aqueles que tem o mínimo de civilidade, decência, educação, ética e justiça.

A maneira que se constroi marcas hoje em dia faz mal a saúde mental das pessoas. A informação flui de cima para baixo. O modelo estimula somente as grandes empresas. A sociedade em si se prejudica porque aparentemente existem muito poucos modelos de civilização, poucas opções, poucas escolhas.

As minhas idéias sobre construção de marcas não são para as grandes empresas. Eu quero mais que as grandes empresas continuem a torrar suas verbas de propaganda até acabar em suas campanhas publicitárias terríveis com suas agências medíocres. Vide a nova campanha da BRF ou BFR ou RFB sei lá (o nome é terrível), a tal da mega empresa que nasceu da junção da Sadia e Perdigão, e que teve a coragem de torrar alguns milhões de reais semanas atrás para simplesmente dizer “BRF, um mundo com mais sabor”. Ridículo! Alguém aqui vai comprar mais salsicha da Sadia porque a empresa mudou de nome e agora declara que “o mundo vai ter mais sabor porque eles existem?” Blá! O meu mundo já tem mais sabor faz tempo. A comida feita na minha casa é infinitamente superior a qualquer coisa que sai da fábrica deles.

As minhas idéias de construção de marca são para as pequenas empresas empreendedoras desse nosso brasilzão. As minhas idéias são para os pequenas empresas que acreditam que tem um produto ou serviço show de bola a oferecer e realmente acreditam que as pessoas precisam conhecer a sua maneira maneira ética, honesta e transparente de trabalhar.

Houve um tempo em que a construção de uma marca era uma possibilidade das grandes empresas e grandes verbas.

Esse tempo já era.

AS MARCAS ESTÃO MORTAS! LONGA VIDA AS NOVAS MARCAS!

Eu apresento a vocês 10 Novos Mandamentos para quem tem uma mente aberta a novas idéias sobre construção de marcas, para quem tem disposição para mudar as coisas, para quem se importa em fazer uma revolução que faça sentido para as próximas gerações.

(1) A missão de uma marca é dizer a verdade. A maioria das marcas mente, usa atores e apresentadores de televisão para testemunhar o uso de produtos que nunca usaram na vida, usa efeitos especiais para mostrar o que os produtos não fazem, usam testemunhais com pessoas que não existem. O trabalho de um verdadeiro construtor de marcas é falar a verdade, deletar as imagens falsas que foram colocadas no seu web site mostrando pessoas que não trabalham na empresa, e substituir por imagens de pessoas reais que trabalham na empresa. Novo construtor de marcas usa blogs, fóruns, atualiza a seção de perguntas e respostas frequentes no seu web site com a VERDADE sobre os seus produtos e serviços doe a quem doer. Você não tem que ser perfeito, nem parecer perfeito, muito menos ser perfeito para todos. Concorda?

(2) A missão de uma marca é ser explícita sobre o quê oferece, ser menos sobre sexy marketing, ser mais sobre fatos dados estatísticas, razões que aproximem os produtos da empresa da realidade dos clientes. Concorda?

(3) A missão de uma marca é educar o cliente, fora bulshitismo entra comunicação de conteúdo. Há quanto tempo você fala mal das elites do Brasil porque acredita que elas querem que o povo permaneça imbecil? Se você acredita nisso, faça a sua parte. Enquanto não fizer, compreenda que você é parte dessa elite burra que não mexe uma palha para educar o povo. Por outro lado, enquanto o cliente não entender as necessidades que tem, ele não vai comprar de você. Ou seja, enquanto você não educar o seu cliente, você não vai bater metas de vendas. Concorda?

(4) A Missão de uma marca é matar todos os seus mascotes, Ronald McDonalds , Mickey Mouse como mascote etc. Os mascotes não existem, é tudo mentira. Aquele cara que há décadas faz palhaçada na televisão para vender Bombril trabalha na empresa que fabrica Bombril? O quê as palhaçadas que ele faz na televisão tem a ver com o produto? NADA! Aquela campanha terrível ajuda mesmo a vender Bombril? E mesmo que ajude, tem alguma ética nisso? Tem certeza? Somente quem não pensa, quem não valoriza o dinheiro suado que ganha todos os meses, COMPRA um produto por causa de uma propaganda engraçadinha. Quem tem auto-estima e inteligência o suficiente olha outros fatores além da propaganda bonitinha da televisão.

O uso de mascotes fere qualquer estratégia de marketing de autenticidade. Se você quer ser DE VERDADE, mascotes não tem nada a ver com isso. Se você quer ser ÉTICO, mascotes não tem nada a ver com isso. Entendo que o uso dos bichinhos ajudam a convencer as crianças a comprar, mas, qual é a ética de manipular crianças com o uso de mascotes para que elas possam manipular os pais? MORTE AOS MASCOTES! Concorda?

(5) A Missão de uma marca é se integrar 100% com o processo de vendas da empresa e compras do cliente. 95% das atividades de marketing não tem qualquer integração com as atividades de vendas da empresa. Toda atividade de marketing deve facilitar o processo de compras do cliente, ou ajudar o vendedor a penetrar na conta. Se não fizer isso, não é marketing é lavagem de dinheiro. A MISSÃO DE UM VERDADEIRO CONSTRUTOR DE MARCAS É TRAZER FEEDBACK PARA A EMPRESA. Se não houver integração com Vendas, de onde o marketeiro tira o feedback que ele precisa? Das agências de propaganda que fizeram a campanha na televisão e suas pequisas de recall?? Hahahahaha, tá brincando! Concorda?

(6) A missão de uma marca é construir comunidades que melhoram o mundo, e não comunidades ao redor da própria marca. Todo marketeiro antenado tá afim de montar uma rede social na internet. A BRF mesmo já tá no Twitter com meia dúzia de gatos pingados como seguidores. Mas o ponto é, quem se importa em participar de uma comunidade da BRF além dos investidores da empresa??? Empresas como BRF deveriam estar preocupadas em investir MUITO MAIS DINHEIRO em atividades sociais do que em publicidade. O gasto dessas empresas em atividades sociais é infinitamente menor do que o investimento em propaganda. Se essas empresas REALMENTE investissem na sociedade, a sociedade se lembraria dessas empresas na hora da compra. Eu lembraria. O ponto é que essas empresas não investem o suficiente na sociedade. Tá na hora de mudar isso! As marcas deveriam utilizar a oportunidade da mídia social para criar comunidades que REALMENTE tenham algum efeito prático sobre as comunidades REAIS que já existem. Concorda?

(7) A missão de uma marca é VENDER um serviço e não construir relacionamentos. Quem realmente está afim de ter algum tipo de relacionamento sério com a Coca-Cola? Quem se importa em participar da comunidade do Leite Moça na internet, ou do Ford Ecosport na Orkut? Quem se importa?! EU QUERO COMPRAR UM SERVIÇO PRODIFICADO QUE SE IMPORTA COMIGO e não um produto medíocre mascarado por uma propaganda. Concorda?

(8) A missão de uma marca é usar a internet para resolver os deficiências que tem no mundo real. É simplesmente terrível comprar produtos em 90% das lojas de varejo desse país. O vendedor simplesmente não tem todas as informações sobre os produtos que vende. A loja não tem todos os produtos que deveria ter. Ambos, compradores e vendedores, perdem negócios porque falta informação. Cabe ao varejo, nesse caso, completar a falta de informação que tem na loja com informações eletrônicas. E isso não vale apenas para o varejo, vale para todos. A internet existe para resolver as nossas deficiências. Qual é a sua? Concorda?

(9) A missão de uma marca é reduzir as expectativas dos clientes sobre a marca. Pare de prometer o céu na terra. Baixe a bola. Não siga o exemplo da BRF ou seja lá qual for o nome da empresa, não prometa “um mundo de sabores” porque é simplesmente MENTIRA. Ninguém é capaz de trazer todos os sabores para a mesa de alguém. Baixe a bola, seja verdadeiro, honesto. Nenhum desodorante vai tornar uma mulher mais atrante. Nenhum carro vai atrair mulheres decentes para um homem. O produto que você vende só resolve o problema que foi feito para resolver, e não para acabar com a fome do planeta. Deixe o cliente falar de você, pare de falar de si mesmo. Concorda?

(10) A missão da uma marca é aplicar humanidade aos negócios. A geração Twitter, iPhone e Wii quer as mesmas coisas que os seus avós queriam: SER FELIZES. O ser humano não mudou nada nos últimos 3 mil anos. As novas tecnologias “ainda” não mudaram as pessoas. Entra tecnologia, sai tecnologia, as pessoas querem as mesmas coisas. Tá na hora do mundo dos negócios encontrar uma maneira de misturar as coisas. Concorda?

A construção de marca é uma atividade de responsabilidade social para as pequenas empresas. Ao construir pequenas marcas alternativas a salsicha da Sadia, os pequenos empresários estarão ajudando o mundo a tomar melhores decisões. Ao construir pequenas marcas alternativas aos doces da Nestlé, os pequenos empresários estarão ajudando o país a criar mais empregos. Quem cria emprego são as pequenas empresas, há décadas as grandes não criam empregos. Ao construir pequenas marcas alternativas as ofertas da Casas Bahia, os pequenos empresários estarão ajudando a sua cidade a oferecer melhores serviços e produtos.

Eu quero viver em um mundo com infinitas opções sobre a minha mesa. A informação, o conteúdo, a intelectualidade, a inovação, a ética, a sabedoria e a educação não tem e não deve vir de poucas e boas empresas. CONTRIBUA para que possamos mudar a maneira que a sociedade consome e prospera ao construir a marca da sua pequena empresa.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Construtor de Alternativas
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BIZREVOLUTION

EU SOU FÃ DO SER HUMANO! E Você?

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Seminário de Branding e Design – UFSC

Pela primeira vez eu, Alex Lima, me aventurei a escrever algo que fosse um pouco mais acadêmico. Não sei se consegui ser muito acadêmico (até pq não é muito de minha natureza o ser e nem era esta a intenção) mas consegui algo que realmente me surpreendeu.

O artigo intitulado “Gestão de marcas como diferencial competitivo: onde o gerenciamento de marca pode ajudar a mudar as tristes estatísticas de mortalidade das MPE no Brasil?” foi escolhido para ser apresentado no 1 Seminário de Branding e Design Gráfico na UFSC, em outubro de 2008. E lá fui eu para apresentar minhas idéias e a metodologia criada pela Glóbulo.

Para quem se interessar, basta clicar abaixo para fazer um download do artigo.

 04-gestao-de-marcas-como-diferencial-competitivo  

Sucesso!

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