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As mídias na rede

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Revista Época Negócios – Edição 29/julho 2009

Para Esther Dyson, uma veterana pensadora da internet e das mídias digitais, as empresas e os especialistas em marketing precisam entender o novo papel da web, que vai, uma vez mais, redesenhar o comportamento e mudar a indústria da comunicaçãoA americana Esther Dyson, 58 anos, é uma veterana do mundo da tecnologia. Desde a década de 80, é considerada uma das principais especialistas em computação pessoal e indústria de mídia. Esther viu de perto a internet nascer e publicou uma venerada newsletter para investidores – a Release 1.0. Tornou-se uma investidora em startups e colocou dinheiro até em empresas de exploração espacial. Passou os últimos seis meses em treinamento para se tornar uma astronauta amadora, embora ainda não saiba quando irá para o espaço. Em uma folga de seus treinos espaciais na Rússia, Esther Dyson concedeu uma entrevista à revista Strategy+Business sobre tendências de web e a indústria de comunicação hoje. Acompanhe.

PARA VER E SER VISTO – Dois grandes fenômenos definem a internet hoje. A humanidade nunca teve a habilidade de se apresentar de forma tão ampla. Foram as mídias sociais – YouTube, MySpace, Facebook, Twitter – que tornaram isso possível. É interessante ver o quanto é forte o desejo das pessoas de se mostrarem e por isso as mídias digitais estão substituindo as tradicionais. O outro fenômeno é o da quantificação. Sites que parecem de entretenimento ou de serviço são devotados a gerenciar dados. Mint e Wesabe, por exemplo, rastreiam as informações financeiras dos usuários. O Skydeck organiza os registros das ligações do celular e o 23endMe faz o mesmo com o genoma.

NÃO ATRAPALHE O PAPO – Profissionais de marketing terão de se integrar nas conversas que acontecem na web. Mas a maioria das pessoas não está falando sobre ketchup ou papel higiênico. Talvez esses não sejam produtos bons para a publicidade online. Muitos marqueteiros estão animados com o behavioral targeting (o alvo comportamental). Isso significa acompanhar o comportamento do consumidor em diferentes sites e oferecer publicidade relevante. Mas o erro é entrar na conversa para falar sobre um produto num momento em que o internauta não está interessado nesse tipo de papo. As pessoas gastam muito tempo online sem procurar nada para comprar ou vender. É preciso reaprender a conversar.

SEM DINHEIRO – As pessoas de negócios não entenderam a força dos mercados não monetários. O internauta gasta boa parte do tempo com entretenimento e atividades gratuitas. Em 30 anos, veremos algumas partes do mundo mais ricas, o Ocidente mais pobre, e partes da economia retornando para uma base não monetária, baseada em relacionamentos. Vamos precisar de sorte e habilidade para fazer essa travessia.

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Kommbo

Não se fala de outro evento nos “corredores” da internet Florianopolitana, nesta semana.

Se você se interessar por redes sociais, dia 09 é sua oportunidade de conversar com gente que está fazendo isso acontecer aqui em SC.

Mais informações em www.zerotrack.com.br/kommbo

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Você sabe mesmo como usar o Twitter?

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Por: Artur Pereira

 Provavelmente a maioria das pessoas que não sabe usar o Twitter não possuem uma conta no serviço. Entretanto, algumas pessoas estão inscritas na rede, mas não sabem usar de forma inteligente. 

 O site da revista Fast Company listou alguns casos de usuários que foram demitidos por não terem bom senso na escolha do que escrevem. Vale a pena conferir pois o texto  é no mínimo curioso.

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Marcas podem extrair valor das redes sociais

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TGI/Ibope aponta que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais; tema foi discutido no Web Expo Fórum, em SP

Boom do momento, as redes sociais estão atraindo cada vez mais a atenção, diante da audiência crescente de comunidades e fenômenos de conectividade como o Twitter – rede social que mais cresce nos Estados Unidos e que no último ano saltou de 600 mil para 6 milhões  de usuários. No País, o TGI/Ibope já apontou que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Entre outros aspectos, a discussão envolve como as marcas podem se relacionar com o público de comunidades, blogs de uma forma não intrusiva e trazer resultados positivos a partir da criação de estratégias baseadas nas novas mídias.

O tema foi um dos mais abordados no Web Expo Fórum 2009, realizado entre os últimos dias 17 e 19, em São Paulo, pela Converge Comunicações, com palestras de profissionais de agências de publicidade, anunciantes e institutos de pesquisa. Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, destacou que as marcas podem extrair valor das redes sociais, mas não através de um formato tradicional de publicidade.

Para o executivo, existem três formas: uma delas é monitorar o que se fala sobre as marcas nesses ambientes (que tem um efeito multiplicador), a segunda é estabelecer um relacionamento interativo, mas ele observa que a empresa tem de estar preparada para dar uma resposta que reverta uma situação negativa, por exemplo, sempre com clareza e transparência num tom institucional. E por último, funcionar como prestador de serviço, criando ferramentas tecnológicas com informações sobre previsão de tempo, por exemplo, entre outros gadgets.
Sobre a publicidade em redes sociais, Queiroz afirma que é contra. “Eu sou contra, porque esses ambientes não são espaços comerciais e a publicidade pode ser tornar invasiva. Acho que as marcas podem prestar serviço, assinar algumas comunidades. Existem outras formas de monetizar as redes, é possível até tratar uma rede social como um evento, convidando as pessoas a se divertirem e ter uma experiência efetiva com a marca”, afirmou Queiroz.

Marco Gomes, sócio da boo-box, empresa que faz gestão de publicidade em mídia online, discorda da visão do publicitário. Para Gomes, dependendo do formato adotado, o anúncio não é invasivo. “Desenvolvemos formatos em que a publicidade aparece no meio do texto e o usuário só clica se quiser”, explicou ele.  A boo-box lançou na última semana um sistema de publicidade para mídias sociais, com o objetivo de auxiliar as marcas a utilizarem espaço publicitário na web.

Como medir

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope, falou durante o Web Expo Fórum sobre como medir as ações nas redes sociais e das metodologias desenvolvidas pelo Ibope. Para ele, no ambiente da web 2.0 o essencial para uma marca é sua relevância, prestígio e capacidade de liderar e influir na opinião dos outros. “Estamos desenvolvendo no Ibope métricas e metodologias de pesquisa, entre elas uma metodologia de análise de conteúdo e identificação de formadores de opinião em redes sociais”, contou Coutinho.

O executivo destacou que o uso da internet no processo de compra de imóveis, como fonte de informação, superou até os classificados dos jornais. A pesquisa “Tendências Imobiliárias” realizada pelo Ibope em São Paulo com mais de 2 mil pessoas das classes A, B e C, interessadas em comprar imóveis, mostrou que 49% delas citaram a internet como fonte de informação na busca por imóveis, 44% os classificados de jornais e 27% as imobiliárias e corretores.

Fonte: Propmark

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